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 Escrever Sempre!!

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AutorMensagem
Felipe Maretta



Mensagens : 11
Data de inscrição : 28/07/2010

MensagemAssunto: Escrever Sempre!!   Qua Jul 28, 2010 9:51 pm

Bem Galera, acredito que, ao mesmo tempo que posso ajudar como desenhista( que todos vocês já estão bem encaminhados) posso também ajudar na hora de escrever, pois a história é a alma do desenho...Vejam que sem um bom roteiro, uma série pode naufragar antes mesmo de começar direito.

Então vamos lá:

IDÉIAS
Acho que pra escrever qualquer coisa o principal são as idéias...
A partir delas a gente pôe um estilo como se colocasse uma roupa.
A roupa seria a foram como vamos apresentar a idéia.
Dai vem os Personagens, a história propriamente dita e ai sim os capítulos.
Vejam um exemplo:
Qual é a idéia do Naruto
Um garoto com um Demônio selado dentro do próprio corpo
Como apresentaram essa idéia?
Por pensamentos do próprio Naruto e pelas pessoas que convivem com ele
Qual o Climax da história?
No momento em que ele decide fazer contato com esse demônio e começa a entender em que pontos é superior aos demais ninjas, a entender o isolamento natural por parte dos demais.
Até ai temos a idéia básica da história...Notem que não incluí o estilo...temos o protagonista e uma trama que servirá de coluna dorsal para toda a série, tenha ela 237 capítulos ou 10...
Vamos agora à roupagem da série(estilo):
Naruto segue ao estilo DE ESCRITA consagrado de séries de ação chamado SAGA, esse estilo pode ser visto em séries já conhecidas de todos nós como CDZ, Shurato, Sailor Moon, Samurai Warriors, Bleach...
Em que consiste esse estilo?
Pegar o Protagonista e fazê-lo evoluir de encontro ao seu derradeiro desafio que normalmente é derrubar um inimigo poderoso.
No caso de Naruto, não se enganem achando que o inimigo dele é o Sasuke, Akatsuke ou até mesmo Orochimaru...Na verdade esses são os pilares iniciais, o maior inimigo de Naruto está em seu próprio corpo
Sendo assim já temos:
Personagem - Naruto Uzumaki
Trama - Demônio lacrado dentro do próprio corpo
Estilo - Saga

Vejam como essa história ganha tons diferentes se mudamos o estilo:
Personagem: Naruto Uzumaki
Trama: Demônio Lacrado dentro do Próprio corpo
Estilo: Romance

Nesse segundo caso teríamos uma história onde teríamos outro ambiente pro personagem principal...
exemplo: Naruto vive numa aldeia de ninjas e é um atrapalhado que não sabe nada sobre seu passado mas enfrenta combates mais difíceis do que pode se fortalecendo cada vez mais.
O ambiente já não encaixaria com o estilo pq romance já puxa pro lado sentimental então um ambiente ninja nã ajuda a desenvolver a parte4 psicológica dos personagens e seu desafio principal que é dominar seu demônio interior.

A gente tem um similar a isso que escrevi acima com Harry Potter.
Em essência os dois são muito parecidos e se diferem por causa do estilo imposto as duas séries.

Então a partir de agora, aqueles que conseguiram entender e aceitarem os toques acima, tente pegar sua idéia e montar no esquema acima.
Se vcs notarem que toda série é assim...vão achar o ponto certo de como se contar uma boa hstória, que não dê preguiça de escrever/desenhar e nem canse o leitor.

Roteiro:
Vamos lá, Roteiro como já parece significa ROTA ou seja caminho!

A forma clássica de se escrever indica três partes do caminho: Início, problema(Meio) e Desfecho(Fim).
Toda história precisa ter esses elementos que são fundamentais ao desenvolvimento de qualquer história.
Eles podem vir nessa ordem ou podem ser postos em ordem inversa ou qualquer tipo de ordem, contanto que se respeite o principal que é o leitor.
Assim, vamos usar um mini exemplo:
Em Star Wars (segunda trilogia)o desenvolvimento da trama se faz nitidamente nos três filmes...
O primeiro é o início, introduzindo o universo do filme(ambiente), o protagonista(herói) e o Antagonista(vilão)
O segundo filme é o problema...onde está esse problema? - Luke Skywalker descobre que seu maior inimigo é seu pai!!!
O terceiro filme é o final onde há a decisão do herói de seguir seu caminho e destruir completamente o mal.

Claro que algumas histórias não seguem esse conceito.

Em o efeito borboleta, vemos a história começando pelo meio e o roteirista brinca com sequencias inteiras da história.

Em Kill Bill por exemplo, a moda Tarantino de ser, faz os trechos do roteiro serem pingados de modo homeopático, como em Pulp Fiction, dando ao espectador entendimento geral depois de ir e voltar na trama terminando literalmente no Meio do roteiro.

Esses são pequenos exemplos do que se pode fazer com roteiro.
Mas o principal é fazer a história na ordem correta...depois brincar com essa ordem...O autor não se pode dar ao luxo de Não saber como vai terminar sua obra...Nunca deixe isso acontecer pois será uma falta de respeito com você e com seus espectadores.

Essas dicas aki eu achei no site [url="http://nonaartequadrinhos.blogspot.com/"]http://nonaartequadrinhos.blogspot.com/[/url]
São direcionados para desenhistas mas vale pra escritores também!!

A Necessidade Dramática

Talvez o passo mais importante para a criação de um personagem seja o de saber qual é a sua NECESSIDADE DRAMÁTICA. O que esse personagem quer na história? Todo personagem precisa de um objetivo, caso contrário será apenas uma carcaça vazia. Esse objetivo dramático não deve ser construído apenas para os personagens principais, mas também para os personagens coadjuvantes.

Além disso, a motivação do personagem precisa ser convincente. O roteiro precisa deixar bem claro a importância do objetivo para o personagem. É uma falha grave fazermos o personagem atravessar toda uma história sem que haja uma forte necessidade por trás de suas ações. A regra tradicional é a de que o personagem precisa agir, correr atrás do seu desejo, e não ficar estático observando o que acontece ao seu redor. Tudo deve ser obtido com sacrifício, para ter maior valor. Geralmente, o personagem enfrenta no fim o seu maior medo, o obstáculo supremo.

Esse objetivo não precisa sempre ser algo externo. Pode ser um forte conflito interior, o que geralmente produz obras mais densas e menos comerciais.

As Escolhas do Personagem

Devemos retratar um personagem pelas suas contradições, escolhas e relações.

Cada ação escolhida, cada resposta dada pelo personagem é o que o definirá perante a audiência. A vida nos apresenta a todo momento a oportunidade da escolha. Nossa vida representa nossas escolhas, e com um personagem fictício acontece o mesmo.

A roupa de cada dia, a música a ser tocada em uma ocasião íntima, o que dizer em um determinado momento, quais amigos escolher, qual profissão sonhar. A audiência formará sua opinião em relação ao personagem de acordo com as escolhas que ele fizer. Se a audiência se identificar e concordar constantemente com as ações do personagem, a tendência é gostar deste personagem, mesmo que na vida real não exista para o leitor/espectador a possibilidade de realizar e imitar essas mesmas ações.

É fundamental que o personagem tenha escolhas difíceis ao longo da obra, caso contrário ele não terá força dramática. São nas horas mais difíceis que conhecemos melhor cada pessoa, e assim também deve ser em uma narrativa.

O Arco do Personagem

As escolhas feitas pelo personagem não são ações vazias. Elas devem também provocar mudanças em sua personalidade ao longo da história. A narrativa é mais eficiente quando o personagem que começou a história seja transformado pelas suas ações. Chamamos as mudanças ocorridas com o personagem ao longo de uma história de Arco do Personagem.

Há uma forte identificação na audiência com pessoas que mudam ao longo de suas vidas. Pode ser uma mudança visível ou uma mudança sutil, mas ambas proporcionam o enriquecimento e o crescimento de um personagem.

Dimensões de um personagem

Para construirmos um personagem realista, também temos que entender o princípio das dimensões.

Um personagem com uma dimensão é um indivíduo que possui apenas um traço de personalidade. Ele ou só é egoísta, ou só bom, ou só mal, ou só rancoroso, etc. Sempre preso dentro de apenas um sentimento. Sua personalidade sendo a mesma dentro de qualquer situação, com respostas automáticas e previsíveis. Os heróis e vilões dos quadrinhos eram assim até Stan Lee e Jack Kirby revolucionarem o meio com seus personagens problemáticos e humanos, começando com o Quarteto Fantástico.

A evolução de um personagem de uma dimensão é o personagem bi-dimensional, que por possuir mais uma característica, geralmente contraditória, é um pouco mais complexo. Um personagem pode ser ao mesmo tempo bondoso e super controlador, ou um vilão maldoso e excelente pai de família, ou bonito mas extremamente tímido. Não há um desenvolvimento muito grande, mas personagens bi-dimensionais dão a ilusão de profundidade.

Já os personagens de três dimensões são bem realistas com várias contradições. Se você quer que o seu personagem principal tenha mais complexidade e seja mais realista, faça-o tri-dimensional. Logicamente, nem todos os personagens de uma história precisam ser tri-dimensionais. Os personagens terciários raramente possuem mais do que uma dimensão e inclusive alguns personagens secundários podem ter somente uma ou duas dimensões.

Características Físicas

As características físicas precisam ser bem detalhadas no processo de criação do personagem. É imprescindível que o caracter principal tenha uma distinção visual destacada, ou seja, um físico, um rosto, um jeito de falar, manias e comportamento diferenciado.

Cada indivíduo é único e deve-se evitar a qualquer custo basear um personagem importante de uma história em um estereótipo. Estereótipos são para escritores preguiçosos e fracos, e sempre diminuem a credibilidade de uma narrativa.

O Antagonista

Tudo que é válido no processo de criação dos personagens principais, também deve ser utilizado para a criação do antagonista, o comumente chamado de "vilão". Muitas vezes, o antagonista acaba se tornando o personagem mais importante da história, e já é célebre o ditado de que o herói é tão bom quanto o seu vilão.

Assim como o personagem principal, o antagonista também deve ter uma motivação convincente e deve ser extremamente difícil de ser derrotado. Um dos principais problemas do herói Superman é a falta de bons antagonistas, pois a excessiva força do personagem acaba dificultando processo de criação dos seus inimigos, até para escritores experientes.

Conclusão: Estabelecendo Laços entre o Público e o Personagem

O objetivo principal na construção de um personagem deve ser o estabelecimento de fortes laços entre ele e o público da obra. Se o personagem for um "herói", o público deve torcer para ele. Se construirmos um vilão eficiente, o público deve odiá-lo, ou como ocorre muitas vezes, também amá-lo.

O que queremos que a audiência sinta ao ver o personagem é empatia, e não simpatia. Você pode achar algum personagem simpático mas não se importar e nem torcer por ele. A empatia é muito mais forte.

Existem várias formas de fazermos com que o leitor/espectador sinta empatia por um personagem. Podemos fazer com que ele sinta medo e dúvidas, ou seja, humanizá-lo. Podemos tornar o seu objetivo algo praticamente impossível, constituindo uma causa nobre utópica. Pode-se fazer com que o personagem sofra com a vida, mas nunca entregue os pontos (o famoso underdog).

Blake Snyder sintetiza muito bem esse princípio, ao defender no início de uma obra uma cena de "Salvar o Gato" (Save the Cat scene) - É a cena onde encontramos o herói e ele realiza uma ação "agradável", daí o exemplo de salvar um gato na árvore, que define um pouco do personagem e conquista a audiência. Um outro exemplo clássico fornecido é o diálogo de cenas iniciais de "Pulp Fiction" entre John Travolta e Samuel L. Jackson dentro do carro. O diálogo fala sobre nomes de sanduíches e faz a audiência se identificar com personagens que são assassinos. Como essa cena é mostrada antes dos personagens praticarem atos de matança, a audiência já foi conquistada e eles não são vistos como simples bandidos, mas como pessoas reais.

Faça as seguintes perguntas sobre seu personagem:

* Ele é introvertido ou extrovertido?
* Ele resolve os problemas usando instintos, pensamento lógico ou emoção?
* Ele quer mudar o mundo?
* Onde ele vive? Descreva seu quarto.
* Como ele se sente em relação a sua aparência?
* Como ele se sente em relação sua família e filhos?
* O que ele pensa sobre o casamento e o sexo oposto?
* Quais são seus hobbies?
* Quais são seus tipos de amigos?
* O que ele acha engraçado e/ou prazeroso?
* Como ele se sente em relação a sua sexualidade?
* Ele precisa ter sempre o controle sobre o que há em sua volta?
* O que outros personagens dizem sobre ele quando ele sai da sala?
* Ele leva a vida a sério ou age como uma criança a maior parte do tempo?
* Onde ele passa seus tempos vagos?
* O que importa para o seu personagem?
* O que o motiva?
* Como os outros personagens o vêem?
* Quais as três coisas que mais possuem valor? Seu modo de vida?
* Um objeto?
* De que ele tem medo?
* Como ele agirá quando estiver com medo?

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